A menina do dedo torto

Escrito a quatro mãos pela atriz Ludmila Rosa e pela poeta e produtora Alexandra Maia, o espetáculo “A Menina do Dedo Torto” nasceu do desejo das autoras de falarem com o público infantil sobre os conceitos de diversidade e tolerância, temas que vêm sendo amplamente discutidos pela sociedade, através de uma narrativa lúdica. A peça, com direção de Pedro Brício, ficou em  cartaz no Oi Futuro Ipanema de 16 de janeiro a 3 de abril e no Teatro dos Quatro de 2/07 a 25/09 de 2016. Além da própria Ludmila, no papel da protagonista Dolores, estão no elenco os atores Celso André, Raquel Rocha e Izak Dahora, que interpretam diversos personagens.

 

“Como acredito que as fábulas podem ser agentes transformadores da sociedade, escrevemos uma história com o intuito de sensibilizar o público infantil para a riqueza das diferenças de cor, raça, costumes e crenças, e também semear a tolerância ao cultivar um olhar carinhoso das crianças para o outro”, explica Alexandra.

 

Com um formato que mistura teatro com projeção audiovisual, a montagem conta a história de uma menina de oito anos de idade que é hostilizada na escola por portar um pequeno defeito em um dos dedos da mão. Isolada e triste, ela decide sair pelo mundo à procura de uma criança igual a ela. Nesta jornada de autoconhecimento, o julgamento alheio a faz despertar para o que é certo e o que é errado, o que é reto e o que é torto. Depois de conhecer outros povos, raças e costumes, ela aprende a aceitar e admirar não apenas as próprias características, mas também as diferenças dos outros.

 

“A peça fala da importância da convivência, pois apenas através de uma aproximação amorosa e aberta podemos desmistificar os preconceitos e aprender a acolher e respeitar o que não nos é familiar”, conta Ludmila.

 

Curiosamente, o embrião do projeto surgiu literalmente da mão esquerda da atriz. Foi o seu dedo anelar torto que inspirou a criação da personagem principal.

 

“Sempre quis escrever uma história infantil que tivesse como mote o meu dedo torto. Foi justamente durante um workshop com o Pedro Brício que surgiu a ideia da peça e, logo depois, eu e Alexandra começamos a escrevê-la juntas”, recorda Ludmila.

 

As imagens usadas no espetáculo foram captadas pelo jornalista Luís Nachbin, provenientes de documentários realizados por ele em 85 países para programas de televisão que criou e dirigiu, como “Entre Fronteiras” e “Passagem Para”, ambos do Canal Futura. As projeções estão sendo editadas por Paola Barreto especialmente para o espetáculo.

 

Somado a estes elementos, a trilha sonora criada pelo músico Domenico Lancelotti será mais um ingrediente na condução do público a uma viagem por diferentes localidades do globo terrestre, como Amazonas, Japão, Rússia, Índia, Moçambique e Dinamarca.  Com uma mala na mão, Dolores derruba barreiras geográficas e vai além da imaginação, onde tudo é possível.

 

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